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Testes de micoplasma na indústria farmacêutica

A contaminação por micoplasmas é um problema generalizado e recorrente em muitos sistemas de cultura celular na pesquisa em ciências da vida e na indústria farmacêutica. Os micoplasmas podem atingir títulos elevados nos meios de cultura sem apresentar sinais típicos de contaminação bacteriana, como a turbidez. Seus efeitos nas células cultivadas incluem alterações no metabolismo, proliferação retardada e aberrações cromossômicas. Em resumo, a contaminação por micoplasmas compromete a validade dos dados das linhagens celulares afetadas e dos resultados na pesquisa em ciências da vida. Isso torna os testes de micoplasmas e, consequentemente, a manutenção de culturas celulares livres de contaminação, fundamentais para a pesquisa baseada em células e para a fabricação de produtos em que a saúde do consumidor é uma grande preocupação.



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Sobre as bactérias micoplasmas

Os micoplasmas estão entre as menores bactérias conhecidas, sendo capazes de passar por filtros com poros de 0,2 µm. Esses microrganismos crescem em condições aeróbicas ou anaeróbicas facultativas.

Os micoplasmas são parasitas ou saprófitos. Várias espécies, como o M. pneumoniae, são patogênicas, causando pneumonia e outras doenças respiratórias em humanos. Presume-se que o M. genitalium esteja envolvido em doenças inflamatórias pélvicas. Por serem bactérias sem parede celular, os micoplasmas não são suscetíveis à penicilina nem a outros antibióticos que atuam nessa estrutura. Para estabilizar suas membranas citoplasmáticas, a maioria dos micoplasmas necessita de esteróis, que absorvem do ambiente, geralmente na forma de colesterol proveniente de seus hospedeiros animais. Muitas cepas de Mycoplasma também apresentam tolerância a uma variedade de outros antibióticos.

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Fontes de contaminação por micoplasmas

As fontes de contaminação por micoplasmas em laboratórios e na indústria são muito difíceis de controlar. Algumas espécies estão presentes na pele humana e podem ser introduzidas nas culturas devido a práticas assépticas inadequadas. Além disso, os micoplasmas podem ser introduzidos por meio de suplementos contaminados, como o soro fetal bovino, ou, mais comumente, pela transmissão a partir de outras culturas celulares contaminadas. Uma vez que uma cultura celular contenha micoplasmas, esses micróbios podem se espalhar rapidamente e contaminar outras áreas do laboratório por meio de aerossóis e partículas geradas durante o manuseio das culturas. A adesão rigorosa às boas práticas assépticas de laboratório é fundamental, e a realização de testes de rotina nas culturas é altamente recomendada para o controle eficaz da contaminação por micoplasmas nas áreas de produção.

Por que realizar testes de micoplasma na indústria farmacêutica?

Instalações biofarmacêuticas que utilizam células eucarióticas para a produção de vacinas precisam testar seus bancos de células e lotes de sementes virais, bem como as vacinas a granel, para detectar contaminação por micoplasmas. Espécies desse gênero bacteriano infectam células eucarióticas, prejudicando seu crescimento e metabolismo. Quando os micoplasmas interferem na produção de vacinas, isso pode afetar a qualidade e o rendimento das proteínas e, mais importante ainda, causar efeitos colaterais nos pacientes que recebem o produto final da vacina.

A contaminação de biorreatores por micoplasmas pode levar a perdas significativas de tempo, materiais e receita, a menos que seja identificada no início do processo de fabricação. Sem rotinas rigorosas de testes, a contaminação por micoplasmas em lotes de produção biofarmacêutica é extremamente difícil de detectar, pois a presença de micoplasmas geralmente não causa alterações no pH nem turvação visual nos meios de cultura. O método de teste de micoplasmas previsto na farmacopeia envolve tanto testes de cultura quanto testes com células indicadoras para a detecção. Se forem utilizados apenas dois meios para análise, recomenda-se o uso combinado dos meios FREY e FRIIS.

Métodos de teste para micoplasmas

É importante testar produtos biofarmacêuticos, vacinas, culturas celulares e culturas virais quanto à presença de micoplasmas em vários estágios do controle de qualidade. Os três métodos de teste mais comuns são:

  • Cultura de micoplasmas, na qual meios de cultura bacteriana otimizados para micoplasmas são inoculados com amostras de teste
  • Métodos de coloração de DNA, nos quais os núcleos dos micoplasmas são contra-corados com Hoechst ou DAPI e visualizados por meio de microscopia de fluorescência
  • PCR (reação em cadeia da polimerase) para amplificar o DNA bacteriano caso haja micoplasmas na amostra

Fluxo de trabalho para a detecção de micoplasmas de acordo com a EP 2.6.7 e a USP 63

* Nos dias seguintes à inoculação, faça a subcultura de cada meio líquido, inoculando 0,2 mL em pelo menos uma placa de cada meio sólido. Repita o procedimento entre o 6º e o 8º dia, novamente entre o 13º e o 15º dia e mais uma vez entre o 19º e o 21º dia do teste. Observe os meios líquidos a cada 2 ou 3 dias e, caso ocorra uma mudança de cor, faça a subcultura. Observação: Além disso, é necessário um controle positivo e um negativo para cada meio sólido e líquido, com um tempo de incubação de 14 dias.

* Nos dias seguintes à inoculação, realize subcultura de cada meio líquido, inoculando 0,2 mL em pelo menos uma placa de cada meio sólido. Repita o procedimento entre o 6º e o 8º dia, novamente entre o 13º e o 15º dia e mais uma vez entre o 19º e o 21º dia do teste. Observe os meios líquidos a cada 2 ou 3 dias e, caso ocorra uma mudança de cor, realize subcultura.
Observação: Além disso, é necessário um controle positivo e um controle negativo para cada meio sólido e líquido, com um tempo de incubação de 14 dias.

Meios prontos para uso para detecção de micoplasmas de acordo com as farmacopeias

Oferecemos um portfólio completo de meios de cultura líquidos e sólidos prontos para uso, necessários para a detecção de micoplasmas de acordo com a Farmacopeia Europeia 6.1 (2.6.7.) e a USP 35 (63). Sem a necessidade de etapas adicionais de preparação, nossos meios de cultura para micoplasmas prontos para uso garantem qualidade constante do produto e rastreabilidade completa, com certificados de análise específicos para cada lote.

Devido aos seus ingredientes, os meios de cultura para micoplasmas geralmente têm prazos de validade muito mais curtos do que a maioria dos outros meios de cultura para controle de qualidade microbiológica. O prazo de validade de nossos meios de cultura líquidos e sólidos Friis, Frey e Hayflick, prontos para uso, foi estendido para 4 meses no caso das placas de ágar e para 6 meses no caso dos caldos. Conheça nossa linha completa de meios de cultura prontos para uso com prazo de validade mais longo para facilitar os testes de micoplasmas.